Inovação e regulação pró competitiva

Uma questão de fundo tem permeado diversos debates regulatórios atuais: em que medida produtos e serviços essencialmente diferentes podem concorrer entre si? Imagine que um grupo de jovens marque um encontro em um shopping center para ir ao cinema. Chegando lá, decidem jogar boliche no estabelecimento ao lado, recém-aberto, motivados por uma proposta divertida e ofertada a um preço mais atraente. O dono do cinema, preocupado com a possibilidade de que seus clientes mudem sua opção de lazer, afirma que o boliche só é mais barato porque não suporta os mesmos custos dos cinemas, e o acusa de concorrência desleal. Defende que ambos se sujeitem aos mesmos ônus regulatórios.

Apesar de extrema, a hipótese ilustra discurso comum atualmente, sobretudo a partir de transformações trazidas pelo avanço tecnológico e o desenvolvimento da economia do compartilhamento.

Na coluna de abril do escritório no Jota, Vinicius Marques de Carvalho debate o novo padrão de competição e consumo imposto pela inovação tecnológica.